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Crônicas
Crônicas

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A palavra crônica é derivada do latim Chronica e do grego Khrónos (tempo), o significado principal que acompanha esse tipo de texto é exatamente, o conceito de tempo, ou seja relata um fato comum do cotidiano da vida real das pessoas. O cronista escreve sob seu prisma de olhar, às vezes um monólogo, outras em diálogo, para análise e reflexão do leitor. Muitas crônicas são escritas em colunas de jornais, revistas e até mesmo em livros. Os tipos de crônicas são diversos como:

. Descritiva:  ocorre quando uma crônica explora a caracterização dos seres animados e inanimados num espaço. Viva como uma pintura, precisa como uma fotografia ou dinâmica como um filme publicado;

. Narrativa: tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo na prosa). Comprometido com fatos cotidianos ("banais", comuns);

. Dissertativa: opinião explícita, com argumentos mais "sentimentalistas" do que "racionais". Exposto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural;

. Humorística: apresenta uma visão irônica ou cômica os fatos;

. Lírica: linguagem poética e metafórica. Expressa o estado do espírito, as emoções do cronista diante de um fato;

. Poética: apresenta versos poéticos em forma de crônica;

. Reflexiva: reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular. É um texto analítico em que o cronista analisa o tema ligado à condição humana. Escrito em 1ª pessoa, a crônica não tem estrutura fixa, predomínio da linguagem coloquial, dialogismo com o leitor, que conferem ao texto um tom de conversa íntima, predomínio de recursos estilísticos: metáforas, comparações analogias etc. O assunto é abordado a partir da visão subjetiva do autor.

 

ENCONTRO MARCADO

 

A Academia me espera, pois sou acadêmica. Os anos passam e lá se vão, três anos e meio entre diversas atividades de um Curso Superior. As férias foram pequenas, mas suficientes para inúmeras reflexões sobre a vida universitária, os prós, os contras, o que se perde, o que se ganha, lutas por mudanças, por direitos.

A relação docente/discente é essencial para um bom aprendizado, pois dividem o mesmo universo de interesses, ensinar/aprender. A conjugação do verbo ensinar é homogênea, mas a conjugação do verbo aprender é heterogênea. O aproveitamento medíocre de um acadêmico negligente frustra um docente dedicado, bem como, a ineficiência de um docente frustra o acadêmico que busca conhecimentos.

E assim, a trajetória se faz em busca da sabedoria, da avaliação final de nossas qualidades e competências.

 

MAIS UMA SEMANA

 

Muitas vezes a correria do dia a dia é grande, os pensamentos estão voltados para a vida pessoal  e não administramos o tempo da pausa para observar pequenos detalhes cotidianos, como os ruídos produzidos na natureza por habitantes de seus reinos. Nem todas as pessoas  conhecem a diversidade dos sons de animais, o colorido e aroma das flores, o assobio do vento, o murmúrio das águas, bem como, são raros os que agradecem à Deus a vida e fazem uma prece. A falta de administração do tempo não nos deixa perceber detalhes relevantes que contribuem para um dia mais alegre e harmonioso. O tempo da pausa é o tempo do silêncio da mente e da reflexão. Este tempo é individual, mas por certo contribuirá com a vida sob todos os aspectos. A energia da vida é feita de simplicidade, nós humanos é que programamos nossos desafetos e dissabores. Que tua semana  seja feita de inúmeras pausas,  para amar, orar, meditar, sonhar e ser plenamente feliz em todos seus segundos.

 

ESMOLAS

 

Não tenho o hábito de dar esmolas, prefiro ofertar uma porção de alimentos. Entendo que dar esmolas é autenticar a incapacidade de produção, além de que, o hábito faz o monge, ou seja a continuidade da esmola faz com que o pedinte se acostume à este mecanismo de chantagem emocional.  Nesta cidade os pedintes se avolumam nas redes bancárias, ponto de ônibus, portas de lojas comerciais da cidade.

Minha casa era visitada por um pedinte uma ou duas vezes por mês, um jovem educado,  catador de lixo, me chamava de tia e ganhava um pacote de bolacha para o café. A última vez que aqui esteve, faz muito tempo e  estava aguardando um trabalho fora da cidade. Tenho certeza que conseguiu, caso contrário escutaria nas grades de meu jardim: Tiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

 

ALARIDO POLÍTICO

 

Isso é Brasil, discussões intermináveis, alarido estressante e viva a discórdia, a maledicência, os desajustes emocionais. As mesmas promessas ilusórias como se ocupar cargos fosse um mecanismo de milagres. Ideologias foram à óbito e as cinzas sopradas em outro planeta, resta aos homens de caráter dois caminhos, o primeiro levantar de seu berço esplêndido e lutar pela liberdade do Brasil e o segundo aplaudir as estrelas da política, corrupção, criminalidade e impunidade.

Existem culpados? Quem? O político manipulador ou o povo que prefere ser manipulado e tirar suas lascas de vantagens entre o leque de vales ofertados? A maioria sempre vence, mesmo que esteja equivocada em suas decisões, mais uma vez incrédulos observam a vitória não da democracia e sim da anarquia.

 

TEMPO DE PAUSA

 

Muitas vezes a correria do dia a dia é grande, os pensamentos estão voltados para a vida pessoal  e não administramos o ”tempo da pausa” para observar pequenos detalhes cotidianos. Nem todas as pessoas  conhecem a diversidade dos sons da natureza, o colorido e aroma das flores, o assobio do vento, o murmúrio das águas, bem como, são raros os que agradecem à Deus a vida e fazem uma prece. A falta de administração do tempo não nos deixa perceber detalhes relevantes que contribuem para um dia mais alegre e harmonioso. O tempo da pausa é o tempo do silêncio da mente e da reflexão. Este tempo é individual, mas por certo contribuirá com a vida sob todos os aspectos. A energia da vida é feita de simplicidade, nós humanos é que programamos nossos desafetos e dissabores.

 

LIMÕES NO TELHADO

 

Ontem à noite em torno de 20h iniciou um bombardeio de limões no telhado de minha casa e serenou quase 22h, pois acho que destruíram o pé de limoeiro e ficaram sem munição.

O pé de limoeiro é do vizinho que fica à esquerda e está construindo, plantado nos fundos perto muro que divide as residências. Raciocinei rapidamente e chamei a Polícia Militar que se espantou com o tipo de ocorrência, mas minha preocupação é que vândalos estivessem ocupando a obra e pudessem ser assaltantes.

Foi uma zorra, o meu cachorro e cachorros dos vizinhos latiam furiosos e, os limões ao rolar pelas telhas e se estatelarem no chão pareciam bomba caseira. Após bate papo com vizinhos à direita  concluímos que, pela algazarra eram crianças.

Tentamos conversar indo na entrada oficial da casa, na Rua João Pessoa. A garagem tinha luz. Tocamos a campainha e batemos no portão, não abriram, bem como a algazarra silenciou.

Deitei com a firme ideia de conversar com o vizinho hoje quando acordasse, mas conclui que era perda de tempo, pois se não observaram o que os filhos fizeram devem estar, ocupados com prioridades mais importantes.

Graças Deus tenho uma filha que foi bem educada e nunca cometeu uma traquinagem deste nível, danificar um patrimônio particular ou público. Ficaram como registro do bombardeio, esta foto e a ocorrência na polícia.

Espero não ficar com goteiras na casa e vou aproveitar os limões, pois tem utilidade para saúde, beleza e lazer: quem sabe uma gostosa caipirinha em um domingo de chuva?

 

TEMPO DE OUTONO

 

Outono é a minha estação, onde cores se mesclam, tons sobre tons propiciam fascínio. É um ciclo de ajustes, quando as árvores desnudam-se sem pudor e permitem, que suas folhas secas se escondam nas dobras do tempo, entre brisas e ventos. Tempo do orvalho que umedece a relva queimada pelo verão, aromas que exalam de frutos saborosos que nutrem a vida. É um tempo de encanto e magia, um convite ao mergulho na solidão e nostalgia, pois sentimentos arrefecem, a inconstância se faz presente entre felicidade, tristeza, alegria, sorrisos, lágrimas, certeza, incertezas, verdade, mentira e a viagem, no labirinto da memória, nos leva à rota de lembranças e saudade de inefáveis momentos.

 

SEXTA-FEIRA 13

 

As crendices no decorrer do tempo permanecem iguais e o homem é fascinado por mistérios. Hoje, sexta-feira 13 é uma data muito temida, principalmente se cair no mês de agosto. São inúmeras as histórias entre a cultura de povos sobre esta data, a maioria esta ligada à fatos políticos mundiais, bem como, religiosos, desde os povos bárbaros que invadiram a Europa no período medieval, onde divindades eram cultuadas para o bem e o mal, bruxas e demônios eram temidos.

Não é uma data que altera os fatos e sim, a energia do pensamento, pois atraímos o que desejamos ou tememos, ou seja, somos condutores de nossa sorte ou azar. Seja feliz em qualquer dia, independente da data numérica.

 

INVERNO

 

Mais uma estação despede-se do tempo e mais um visitante chega para permanecer entre nós, o Inverno, senhor dos ventos fustigantes, de intensas chuvas e da neve. Uma estação triste e nostálgica,  as transformações ocorrem entre tons e sons, animais hibernam, as árvores despidas, entre as névoas das manhãs e as brumas do entardecer simbolizam a natureza morta, águas se cristalizam e homens retraídos pelo frio gelam a alma e sentimentos.

Há quem diga que o inverno é implacável, por certo é para àqueles desabrigados, sem cobertor, sem teto, andarilhos, muitas vezes descalços e com fome que circulam pelas ruas das cidades. Há quem diga que o inverno é uma estação para exercitar sensações entre viagens e  gastronomia ou mesmo, para ficar aconchegado entre cobertas no exercício da preguiça.

Sábio foi quem dividiu o tempo entre quatro estações, pois todas tem um significado intrínseco. O que seria do homem se não existisse inverno, um tempo para recolhimento e análise da trajetória, para a conscientização que urge remover entulhos, romper com aspectos estagnados na vida? Este homem por certo, não estaria apto para o renascer na primavera.

 

VERBOS

 

 

Na atualidade, as conjugações verbais transmitem mensagens que alteram o humor do indivíduo. O Verbo serve o bem e o mal em sua oralidade ou escrita. Os meios de comunicação são habilidosos em informar, descrever e narrar. Informa-se o mínimo ou oculta-se a verdade, fatos irrelevantes se proliferam e relevantes ficam engavetados. Narrações são extremamente hábeis, pois a entonação da voz, ativa ou passiva conduz à reflexão. E assim decorre o cotidiano e o homem, através dos meios de comunicação de sua preferência alimenta, emoções com notícias desgastantes.

Os atentados e suas tragédias fazem parte de um passado recente, onde os verbos “morrer” e destruir” foram conjugados. O teatro da política são notícias do presente, onde o enredo da peça é a corrupção em diversos níveis. Os atores são os politiqueiros escolhidos pelo povo e a plateia,  representada por uma sociedade manipulada pelo sistema conjuga, os verbos “renunciar” e “roubar”. Qual verbo será conjugado no futuro, no período dos Jogos Olímpicos de Verão, no Brasil?

 

MANHÃS DE INVERNO

 

Alguns minutos atrás olhando um vasto campo pela janela de meu quarto observei, a cerração que impede uma visão. Fiz breve análise sobre as estações e suas transformações, como afetam a vida, na natureza flora e fauna, no homem que acorda e caminha por ruas e praças, respirando este ar úmido para cumprir suas tarefas cotidianas. Julho, mês de férias, de preguiça, crianças dormindo na cama quente na espera de um café gostoso e um cativante sorriso materno. Idosos sem compromisso despertam tristes, pois vivem na estação da indiferença, assolados pelo tédio, doença da velhice, sem ambição de vencer o tempo e o espaço. A estação ainda nos reserva muitos dias e noites de inverno e o corpo se debate entre as defesas e doenças causadas por intempéries. Existem remédios para quase tudo desde que, as emoções não congelem e afetem a energia vital. Agasalhe a alma com pensamentos positivos, alegrias e lazer e vença o tempo de inverno.

 

 O ESCRITOR

 

Não tem hora, não tem dia, tem o minuto presente, onde a inspiração brota e utiliza a pena e pergaminho para grafar.  São inúmeras obras desde a vanguarda clássica até o modernismo, onde o escritor escreve o que pensa, o que sente e deixa uma semente para reflexão ao seu leitor. O estilo pode ser individual, onde o escritor manipula a linguagem literária, com conteúdo para determinados leitores ou, estilo de época, que falam de um determinado período histórico, escritos por vários autores e direcionado à todos os tipos de leitores.

É no ato de escrever que o indivíduo exerce sua liberdade, com identidade única e intransferível. Alguns se utilizam da escrita como profissão, para obter um rendimento econômico. Outros se apropriam da escrita para registrar suas experiência individuais, em viagens e no convívio do cotidiano. Para outros é apenas um passatempo, uma forma de expressar suas percepções, emoções e sentimentos, um acervo particular e outros tantos, para expressar seu ponto de vista. Algumas obras atravessam fronteiras e outras, se perpetuam através do tempo.  

Ser escritor é a arte de expressar sua intelectualidade através da escrita.

 

 SONO REPARADOR

 

Dialogar com a mente é possível desde que, o indivíduo seja seleto em seus pensamentos. No início parece impossível, mas a técnica da meditação nos proporciona a limpeza mental, desta forma, a mente descansa das atividades cotidianas e, em outra dimensão, ocorre um monólogo mental silencioso, para ordenar as atribuições do próximo dia.

Tenho por hábito deitar, ainda desperta, para exercícios respiratórios ordenados. Após fixo minha visão interior em algo de interesse, como o esvoaçar de borboletas. Quando me sinto envolvida por milhares de borboletas concluo que, a mente esvaziou e está apta para o repouso.

Após exercícios é hora de relaxar o físico, extrair do cosmo fluidos benéficos e sorrir para a noite. O resultado é um sono reparador.

 

Inabitual

 

 Eu achar “tempo” para lazer. O cotidiano absorve as horas que deslizam pelo visor do relógio. São ponteiros que sobem e descem, se unem, se separam e assim decorre uma existência, ou seja, capítulos de vida monótonos. Uma vez alguém iluminado me disse: cada ser escreve sua história. Este conselho virou processo de ignição na energia vital e como tenho, vários capítulos para escrever analisei prós e contras e questionei: quem sabe não está na hora de espanar a poeira e mudar o curso da história? Trocar o rotineiro pelo  inabitual e viver um presente pleno, pois futuro é apenas uma quimera.

 

Minha Quadra

 

Chegando da Faculdade, ao dobrar a esquina observei, um grande movimento na quadra onde resido e decidi registrar. Sou moradora da Rua Conde de Porto Alegre há 19 anos  e aprendi a conviver com um trajeto tranquilo usado por moradores para locomoção em suas atividades cotidianas, crianças em suas bicicletas, alguns transeuntes nos finais de semana, carros com velocidade moderada durante o dia e na noite, velozes cantando pneus.

Me acostumei com latidos de cães, miados de gatos namorando nos telhados,  estridentes gritos dos  psitacídeos em reunião nas árvores, trinar de pássaros no balanço dos galhos e ver no pasto, em frente minha casa, cavalos e vacas.

Mas tudo é energia e energia se transforma, em um milésimo de segundo. De forma rápida, alterações ocorreram, com a vinda da UFPel para o Anglo, edificações para instalações das Faculdades, inúmeros acadêmicos em seu vai e vem dioturno, conversando, brincando e dando risadas, bem como, sons carnavalescos com um curto reinado. Recentemente, mais um investimento, a revitalização do Porto de Pelotas na esquina de minha casa. Em poucos meses, uma grande obra está sendo edificada e logo ali será concluída.

Novos fatos, novas perspectivas e com certeza, a criatividade de novos hábitos.

 

Terceira Idade

 

O Dia Mundial da Terceira Idade foi proclamado pelas Nações Unidas como forma de chamar a atenção do Mundo para a situação financeira, social e afetiva em que se vive nessa faixa etária.

Nos séculos passados, após 60 anos, os homens esperavam a morte sentados em poltronas confortáveis assistindo saraus e bebericando seus licores e posteriormente, a TV. As senhoras prendadas reuniam-se para falar sobre alimentação, vestuários, filhos e quem sabe, um pouquinho de diz-que-me-diz.

O que mudou na terceira idade? A conscientização do homem ao concluir que, se ocupar a mente ela proporcionará mais saúde ou menos doenças no corpo físico e incentivará a produtividade mental.

Em minha cidade se saio pela manhã observo idosos circulando na área central para compras, se saio a tarde observo senhores e senhoras enrolados para presente, em direção aos bailes vespertinos e, a tardinha estes jovens idosos estão em casas de chá saboreando, nossos doces pelotenses. É possível classificá-los e tratá-los como idosos? Não, são apenas pessoas que estão anos a frente, com uma bagagem de experiências de mestres.

Alguns destes jovens idosos acumulam sequelas de doenças crônico-degenerativas e suas complicações, pois o Estado não aplicou estratégias para prevenção e tratamento das mesmas. Àqueles que sobrevivem por si usam seu tempo para curtir a vida literalmente, entre produção e lazer. Terceira idade é a ponte entre a juventude e a velhice e deve ser transitada muito devagar, para colher vitórias dos desafios que a trajetória apresenta, enquanto existe “vida”.

 

 Infância  

Lá se foi o tempo que deixou saudades. Hoje, apenas lembranças da abençoada convivência familiar, quando primos se encontravam para as peraltices e social, quando a amizade se tornava espontânea. A palavra individualidade era um termo desconhecido e existia pureza de sentimentos, ou seja, a inocência se sobressaia.

Lembro-me das fugas inocentes para molhar os pés descalços nas poças de água ou tomar um banho de chuva, dos joelhos esfolados, dos furtos em pedaços de bolo antes das refeições, das arteirices cotidianas como subir em árvores para apanhar doces frutos e levar puxões de orelhas dos avós, pois os frutos não estavam maduros.

Lembro-me de histórias, dos sustos com os fantasmas (um adulto coberto por um lençol), mas não me lembro de palmadas e castigos, pois dizem que eu era uma menina comportada.

Mesmo que estas lembranças nostálgicas sejam passageiras a vida, em algum instante alicerçou na memória, um tempo de alegria e magia na estação da infância.

 

 Falando em Natal

 

No decorrer de minha existência observo que o Natal é a maior ferramenta para o movimento de contas bancárias. Na humanidade alguns homens se reúnem para festas sem lembrar que passaram o ano sem praticar a caridade com a família, os amigos e semelhantes. Alguns homens acreditam que esta é a hora de ostentar uma farta mesa, bebericar bons vinhos e providenciar inúmeros presentes em volta da árvore de Natal. Alguns homens que não conseguem expressar um afeto através da palavra ou do tato e usam este evento para que sejam julgados bondosos ao ofertar um valioso presente. Alguns homens esquecem Jesus, mas não de Noel, um ícone de extravagâncias. Alguns homens não oram pelos que estão em um leito de hospital, não lembram os mendigos que circulam por ruas de sua cidade e vivem de esmolas. Não são homens, são apenas indivíduos que necessitam urgente de uma reforma íntima.

Ainda bem que existem homens que comemoram o significado espiritual do Natal em todos os segundos da existência, homens nobres em pensamentos, palavras e obras que norteiam sua caminhada praticando a caridade. Estes homens são conhecidos como semeadores da luz, independente da fé que professam e como é chamado seu Deus.

Não esqueça que o amor é o presente que Jesus gostaria que fosse ofertado ao seu semelhante. De acordo com a Lei da Troca e da Oferta você, também, receberá este amor fraterno. Que seu Natal seja abençoado.

 

Ano Velho

 

Quando iniciou o ano não sabia como cumpriria minha missão. A inteligência me fez entender que nada sou diante dos desígnios do Criador e que a vida é fugaz, com tempo indefinido. Agradeço-te pelo despertar e assistir o renascer de cada habitante nos reinos da natureza, por ter oportunidade de me despedir da lua e, em oração silenciosa ao adormecer agradecer ao Pai, por ser merecedora de dádivas.

Teus doze meses passaram rápidos sem me aperceber por inúmeros desafios a superar. Agradeço as oportunidades de demonstrar afeto e  respeito por todos semelhantes, pois contigo aprendi meu sábio mestre, a vivenciar cada segundo alicerçada nos sentimentos nobres, em busca da evolução espiritual. Gratidão 2016.

 

 

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 Metáforas Delirantes

 

Metáforas delirantes são tentativas de dar sentido ao que está fora do sentido, por isso existem as construções mentais delirantes, as quais são alimentadas por impulso externo e a recepção interna de uma inteligência obstruída.

Atualmente o impulso é a megalomania da classe política e as emoções desordenadas do cidadão. O preocupante é o número expressivo destes cidadãos que estão incluídos, nas classes média e rica, pessoas abastadas e com alto nível cultural.

Não faz muito li um artigo absurdo na mídia, sobre a morte de Mariza Letícia da Silva, pois a mente obstruída perdeu a noção dos ciclos de vida do homem (nascer/viver/morrer) e a composição do corpo humano que é formado por vários sistemas, os quais envolvem órgãos que atuam para a realização das funções vitais do organismo. Desta forma jogam a culpa do óbito, no povo que exige justiça sobre os descalabros governamentais, bem como, sobre os componentes da Lava Jato.

O que pensam estes cidadãos sobre óbitos com a mesma origem, de pessoas da classe pobre e miserável? Tenho certeza que desconhecem, não importa, pois não se enquadram nas legiões dos corruptos, àqueles considerados devassos, depravados e dos corruptores, àqueles que prestam apoio para se dar bem amanhã.

E assim navega o Brasil, um barco à deriva, com um futuro imprevisível.

 

RUAS DA CIDADE

 

As ruas nos mostram um emaranhado de pessoas entre seu ir e vir, mil faces com músculos tensos e envolvidos em seus pensamentos individuais. Muito estão absortos e colidem com os outros transeuntes sem ao menos desculparem-se. Muitos parecem assustados, outros alienados conversando consigo, drogados, esfarrapados, pedintes e muitos oportunistas distribuindo papéis solicitando ajuda, outros tantos larápios,  sem contar com os animais ao relento com frio e fome junto aos donos.

Este emaranhado é composto de semelhantes que lutam ao seu modo pela sobrevivência, a faixa etária é variada, desde os pequeninos carregados por mães, aos idosos. Muitas das situações chegam a ser hilária aos olhos do observador pelos acontecimentos engraçados ou surpreendentes no palco da vida. Os atores representam seu papel, as cortinas fecham-se e o cronista tem assunto para escrever embasado no que viu, sem conhecer os personagens, suas alegrias e suas dores.

 

 UM COLIBRI

 

Na energia da leve brisa matinal avistei,  a dança de um pequenino colibri , esvoaçante entre flores de meu jardim. Seus delicados beijos acariciavam  as flores  vermelhas de um guiné do mato. Suas idas e vindas demonstravam momentos de reflexão e a arte do pulsar da vida. Senti  vontade de fotografá-lo, mas o raciocínio lógico impediu que me afastasse da janela, pois perderia o balé de asas.

Colibris visitam cotidianamente meu jardim, mas este por estar só absorveu minha atenção. Sem condições de diálogo detive-me, no monólogo silencioso para não assustá-lo. Sensibilizada, após um tempo sem contar os minutos,  a belíssima ave alçou voo em direção oposta. Agradeci a Deus  poder apreciar uma demonstração de afeto entre o reino animal e vegetal, um momento de arte e poesia.

 

PÁSCOA

 

Para os Espíritas, a Páscoa representa a busca pelo conhecimento, a renovação dos  propósitos mais nobres na evolução espiritual,  renovando os princípios éticos e morais.

Os dogmas de todas as religiões devem ser respeitados, desta forma, seja qual for sua fé, use este tempo para renovar sua essência, oportunize brotar as sementes plantadas no espírito ao reencarnar, como o amor, paz, humildade e as divida com seus semelhantes.

Receba meus votos de uma Páscoa alegre com paz e união. Que você, de alguma forma, possa sinalizar seu marco individual para o caminho do Amor Universal.

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